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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Projeto - "A Evolução da Escrita"

A evolução da escrita 
       

Escrita ou grafia consiste na utilização de sinais (símbolos) para exprimir as ideias humanas. A grafia é uma tecnologia de comunicação, historicamente criada e desenvolvida na sociedade humana, basicamente consiste em registrar marcas em um suporte.

Mesmo que habitualmente a função central atribuída à escrita seja a de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e a construção de conhecimentosAcredita-se que tenham criado a escrita a partir dos simples desenhos de ideogramas: por exemplo, o desenho de uma maçã a representaria, e um desenho de duas pernas poderia representar tanto o conceito de andar como de ficar em pé. 


A partir daí os símbolos tornaram-se mais abstratos, terminando por evoluir em símbolos sem aparente relação aos caracteres originais. Por exemplo, a letra M em português na verdade vem de um hieróglifo egípcio que retratava ondas na água do mar e representava o mesmo som.

Importância da escrita

Geralmente a linha divisória entre a pré-história e a história é atribuída ao tempo em que surgiram os registros escritos. A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que estes permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos (privilégio também da linguagem), mas também por gerações.


Desenvolvimento e evolução da escrita

A escrita se desenvolveu de forma independente em várias regiões do planeta, incluindo o Oriente Médio, a China, o Vale do Rio Indo (atual Paquistão), a América Central e a bacia oriental do Mar Mediterrâneo.

Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas, ao menos em seus primórdios. Possivelmente, as escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos.


Ambos sistemas de escrita foram criados há cerca de 5500 anos, entre sumérios e egípcios. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, (atual Iraque).

Em geral, ao longo da história e, principalmente nos seus primórdios, a escrita e a sua interpretação ficavam restritas às camadas sociais dominantes, isto é, aos sacerdotes e à nobreza, embora a escrita fenícia, tivesse fins essencialmente comerciais. A alfabetização somente se difundiu lentamente entre camadas mais significativas das populações após a Idade Média.


O surgimento da escrita

Uma das principais consequências do surgimento das cidades e dos Estados foi a escrita, criada por volta de 3500 a.C. Com a escrita, o ser humano criou uma forma de registrar suas ideias e de se comunicar. A linguagem escrita é especial porque permite que a vida que levamos hoje seja conhecida pelas gerações que virão depois de nós.

Desenhos nas cavernas - A escrita surgiu inicialmente através dos desenhos feitos nas cavernas com sangue de animais, folhas e terra, que contavam fatos ocorridos entre os povos como o abatimento de um bizão, a guerra entre eles, as caçadas bem sucedidas, enfim, eles tinham necessidade de divulgar o que estava acontecendo.


Escrita cuneiforme – Consistia em “escrever” sobre uma placa mole de argila, de maneira que a “escrita” ficasse afundada com o instrumento utilizado (cunha).


Escrita hieróglifa – Consistia em “escrever” com tintas sobre uma base que poderia ser pedra ou papiro.


Projeto – “A evolução da escrita”

Desenvolvimento do projeto

a) Inicialmente pergunte às crianças o que elas achavam que aconteceria se vivessem num mundo onde não existisse a escrita.

b) Converse sobre a importância da escrita para a comunicação, para a universalização das sociedades e fale sobre a escrita que acontece de forma diferente em cada país (árabes, japoneses, portugueses, alemães...).



c) Peça que pesquisem sobre os diferentes tipos de escrita que existem na atualidade.

d) Solicite que as crianças leiam o livro de Ruth Rocha “Nicolau tinha uma idéia” e, a partir dessa leitura, vendo que cada um tem uma idéia, é possível juntar todas elas e desenvolver um carrinho, objeto ou outra coisa. O que importa é juntar as ideias.
Proponha que as crianças reescrevam toda a história através de desenhos.

e) Proponha atividades que mostrem a Evolução da Escrita desde a Pré história até os dias atuais.


Atividades

Atividade 01 – Pintura rupestre com relevo

A arte rupestre é o nome dado as gravuras feitas em abrigos, cavernas, paredes, tetos rochosos e também em superfícies rochosas ao ar livre, as mais antigas foram datadas do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.) gravadas em lugares protegidos pelas ações da natureza.



Material: Cartolina branca, Cola branca e Giz de cera triangular (Acrilex).

Modo de fazer:
a) Após o estudo da Arte rupestre, dos desenhos nas cavernas (registros em desenhos de fatos ocorridos nas civilizações), as crianças deverão fazer desenhos inspirados na época.
b) Deverão contornar todo o desenho com cola branca (camada grossa) e esperar secar.
c) Deverão pintar com giz de cera (deitado) vagarosamente. O desenho feito com a cola branca aparecerá.
  


Atividade 02 – Pintura rupestre com esponja - Painel

Material: Cartolina branca e colorida (Novaprint), Papel Kraft, esponja, Tinta guache marrom e tesoura (Acrilex).

Modo de fazer:
a) Após o estudo da Arte Rupestre, dos desenhos dos animais desenhados nas cavernas, desenhe animais e guerreiros na cartolina colorida. Recorte-os.
b) Espalhe os animais e guerrilheiros sobre uma folha de cartolina branca ou papel Kraft.
c)  Molhe a esponja no guache marrom e carimbe toda a superfície. Segure-as para que não saiam do lugar durante o processo.
d) Retire os moldes. Você verá que onde estavam os desenhos ficou da cor do papel original e, o restante, ficou colorido.



Atividade 03 – ESCRITA CUNEIFORME - Impressão em argila ou Papel mache

Os babilônicos fizeram a primeira escrita através de códigos – “CUNEIFORME”. Usavam lajotas de barro mole e um pequeno bastão de madeira ou ferro para desenhar os códigos.

Material: Papel Mache, Tinta Acrílica ou guache  (Acrilex) e palito de sorvete.

Modo de fazer:
Papel Mache – Prepare o Papel Mache de acordo com as instruções da embalagem. Se quiser, misture à massa um pouco de tinta guache ou acrílica da cor marrom claro. Modele o papel mache com as mãos fazendo um “tijolo” fino.  Com o palito de sorvete escreva sobre ele. Espere secar.



Atividade 04 – ESCRITA HIERÓGLIFA – Escrita grega

Há uns 2500 anos, os gregos começaram a usar sempre a indicação do som da vogal, combinando aos outros sons dando origem ao alfabeto.
O nosso alfabeto nasceu do alfabeto grego.

Material: cortiça, Marcador Permanente preto, durex colorido azul

Modo de fazer:
a) Recorte um retângulo da folha de cortiça.
b) Com o Marcador Permanente, escreva as letras gregas e como são lidas.
c) Observe como o alfabeto grego possui muitas letras parecidas com nosso alfabeto.


A escrita e suas variações até chegar ao alfabeto atual.

Os Gregos registravam os fatos ocorridos em seu território através dos HIERÓGLIFOS (desenhos / letras) sobre papiro.

O papiro (papel artesanal) foi usado pela primeira vez em 4000 a.C. e se transformou na maior exportação do Egito. Foi produzido sob monopólio de estado, com o processo de produção sendo secretamente guardado.
O papiro era feito de pequenos e finos pedaços do talo da cana do papiro, molhado por três dias até clarear. Os pedaços são colocados em toalha de linho, primeiro horizontalmente e então verticalmente. Eles são empilhados e colocados para secar ao sol. Quando o papel foi inventado na China em 105 DC, a produção de papiro foi interrompida. Em 1965, um cientista egípcio redescobriu o segredo da fabricação.

Papel artesanal (papiro) – Rale papéis já utilizados e coloque de molho por uma noite.
No dia seguinte, jogue essa mistura dentro de uma bacia plástica com mais ou menos 3 litros de água, mecha bem e coloque uma peneira fina dentro da bacia, por baixo da massa e retire o que conseguir. Deixe secar de um dia para o outro e retire essa película da peneira (papel artesanal).

Material: Papel artesanal e Cola colorida, Crystal Cola ou Tinta Dimensional (Acrilex).

Modo de fazer:
a)    Faça os hieróglifos sobre o papel artesanal com Cola colorida, Crystal Cola ou Tinta Dimensional mostrando as variações do alfabeto.





Atividade 05 – PERGAMINHO

As canetas tinteiro usam tinta a base de água (Nanquim). Os primeiros registros históricos de seu surgimento datam do século X. Seu uso se popularizou no século XVIII, quando as técnicas de produção avançaram. Hoje podemos escrever com inúmeros tipos de canetas, inclusive canetas descartáveis.

Material: Penas de aves ou palito de churrasco, Tinta Nanquim, Giz de cera triangular (Acrilex) e papel kraft

Modo de fazer:
a) Rasgue o papel Kraft nos quatro lados. Pinte com o Giz triangular (marrom) deitado.
b) Molhe a pena ou palito de churrasco na Tinta Nanquin e vá escrevendo.



A máquina de escrever, máquina datilográfica ou máquina de datilografia


É um instrumento mecânico, electromecânico ou eletrônico com teclas que, quando apertadas, causam a impressão de caracteres num documento, em geral de papel.
O método pelo qual uma máquina de escrever deixa a impressão no papel varia de acordo com o tipo de máquina. Habitualmente é causado pelo impacto de um elemento metálico, com um alto relevo do carácter a imprimir, numa fita com tinta que em contato com o papel é depositada na sua superfície.

No fim do século XX tornou-se rara a utilização de máquinas de escrever, ela foi sendo substituída pelo computador.


Computador é uma máquina capaz de variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Exemplos de computadores incluem o ábaco, a calculadora, o computador analógico e o computador digital. Um computador pode prover-se de inúmeros atributos, dentre eles armazenamento de dados, processamento de dados, cálculo em grande escala, desenho industrial, tratamento de imagens gráficas, realidade virtual, entretenimento e cultura.


Com os computadores, podemos escrever textos e, depois de escritos, mudar o tipo das letras, o tamanho, grifar, enfim, o computador tem inúmeros recursos que, em décadas atrás não se pensava que podiam existir. Hoje, assistimos filmes, falamos com pessoas em outras cidades ou países através de e-mails ou skype, portanto podemos dizer que sua utilidade é tão abrangente e seu campo de atuação tão vasto, que seria difícil encontrar entre as grandes invenções algo a ele comparável.

Atividade 06 – NOTEBOOK DE SUCATA

Em 1981 surgiu o primeiro notebook (caderno) que pesava 12 kgs. Com o passar do tempo, eles foram ficando cada vez mais potentes, leves e práticos. Hoje, eles fazem parte da vida moderna e através deles e da internet móvel, podemos escrever textos, acessar notícias, fazer transações bancárias, enfim, estamos conectados a tudo o tempo todo.


Material: caixa de camisa ou envelopes (papelão), Primer, Tinta Acrílica cinza, Cola para EVA, Crystal Cola (Acrilex) branca, EVA branco e preto, tesoura, estampa impressa de tela de computador.

Modo de fazer:
a) Cole uma das partes da tampa da caixa na lateral da caixa (notebook).
b) Passe Primer no notebook. Espere secar. Pinte com Tinta Acrílica cinza metálico. Cole a impressão de tela de computador na tampa do notebook.
c) Recorte um retângulo de EVA branco e cole sobre a caixa (teclado). Corte quadradinhos de EVA preto e cole com a Cola de EVA sobre o branco.
d) Com Crystal Cola branca, escreva as letras e os números.


Atividade 07 – CELULAR – EVA

O primeiro celular foi desenvolvido pela Ericsson em 1956 e pesava 40 quilos. Depois veio o celular da Motorola que media 25 cm de comprimento, 7 cm de largura e pesava 1 kg. Atualmente os celulares possuem cada vez mais funções. Antes só os usávamos como telefones, hoje, escrevemos mensagens, acessamos a internet e estamos em contato com o mundo 24 horas por dia.



Material: Cola para EVA. EVA, Marcador Permanente (Acrilex), olhinhos móveis e tesoura.

Modo de fazer:
a) Crie um celular diferente dos que tem no mercado, ele poderá ter uma forma geométrica diferente, poderá ser um animalzinho, casinha, etc.
b) Recorte as partes no EVA da cor escolhida.
c) Cole as partes com a Cola de EVA.
d) Faça os números com o Marcador permanente,

Observação: O projeto “A evolução da escrita” foi desenvolvido pela professora Adriana Caetano da Silva, do Instituto de Educação Galileu Galilei de SP com uma turma de 3º ano em 2010. 

Observação 02 - Projeto postado no site da Acrilex - www.acrilex.com.br - link "Educadores" - Edição 

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

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Projeto - "Móbiles"

Projeto: “Móbiles / Estábiles”


A origem latina do termo (mobile) remete à ideia de "móbil", movimento. Nas artes visuais, a noção é empregada para nomear esculturas, muitas vezes abstratas, compostas de materiais leves, suspensos no espaço por meio de fios. As peças, movimentadas pelo ar (vento), se caracterizam pelo equilíbrio, leveza e harmonia.


Alexander Calder, escultor norte-americano de reputação internacional (Filadélfia, 1898 - Nova York, 1976). Calder tornou-se famoso por suas esculturas chamadas móbiles, que receberam este nome porque se movimentam quando impulsionadas por correntes de ar.
Os móbiles de Calder são construções abstratas, feitas com pedaços de lâminas metálicas e arames, que permanecem delicadamente suspensos.


Em 1932, Marcel Duchamp (1887 - 1968) usou a palavra para fazer referência a algumas esculturas do norte-americano Alexander Calder (1898 - 1976). Os trabalhos eram formados por formas planas de metal, algumas pintadas, equilibradas em fios de arame fino que as mantinham suspensas. Os móbiles moviam-se ao sabor da aragem mais suave, produzindo efeitos mutáveis em função da luz. 

Formado como engenheiro mecânico - o que explica também o seu interesse precoce pela pesquisa dos materiais e pelas máquinas - Calder, em seus primeiros trabalhos como pintor, se destaca pela habilidade em passar a ideia de movimento usando uma única linha. 


Em seguida, começa a construir esculturas de arame, a primeira delas um relógio solar com a forma de galo, datada de 1925. Dois anos depois, atua como projetista de brinquedos móveis para a Gould Manufacturing Company. Nos anos de 1930, já conhecido por seus retratos e, sobretudo, por suas esculturas em arame, passa a integrar o grupo Abstraction-Création, no interior do qual lança-se no abstracionismo.


As pesquisas abstratas de Calder se beneficiam da abstração geométrica de Piet Mondrian (1872 - 1944), cujo ateliê ele visita em 1930. A ambição de Calder é levar a construção abstrata para o espaço, o que o leva a definir seus trabalhos como "Mondrian móveis", embora a influência de Miró sobre seus móbiles também aconteça. 

A nova plasticidade na pintura, sistematizada por Mondrian e Theo van Doesburg (1883 - 1931) - a recusa do espaço pictórico tridimensional, da linha curva, da modelagem, das texturas e da idéia de arte como representação - tem impacto decisivo nas construções de Calder, na predileção que suas peças possuem, pelas cores primárias e, sobretudo, pela ênfase na relação entre os elementos da composição. Se Calder, como Mondrian, também anseia por uma arte que siga as leis matemáticas do universo, para ele esta não poderia ser estática, mas dotada de movimento, como o próprio universo.


Calder também passou a construir estábiles, nome usado pela primeira vez pelo artista Jean Arp. Os estábiles são parecidos com os móbiles, com a diferença de que não se movem. Mais tarde, Calder criou obras que são combinações de elementos dos móbiles e estábiles.


Atividades: - Confeccionar móbiles com papéis marmorizados com diferentes técnicas.

Objetivos:
- Proporcionar às crianças o conhecimento de móbiles, movimentos e técnicas de marmorização.
- Trabalhar com a técnica de dobradura (origami) para confeccionar diferentes elementos para a confecção de móbiles. 

I – Móbile - borboletas

Material: papel sulfite, papel color set (Novaprint), Big Canetas Hidrográfica (Acrilex), cola branca, tesoura, linha de bordar, fio prateado elástico e borrifador de água.





Modo de fazer:
a)    Marmorização do papel
1)    Pinte uma folha de sulfite com as Big Canetas Hidrográficas (cada pedaço de uma cor).
2)    Borrife água sobre o papel pintado e espere secar.

b)    Borboletas
1)    Corte dois quadrados sendo que um deles tenha 10 cm de lado e o outro 7 cm de lado.
2)   Dobre cada quadrado como uma sanfoninha no sentido diagonal.
3)   Junte as duas sanfoninhas pelo centro, amarrando-as.
4)   Abra as asas da borboleta e cole o corpinho cortado em color set.
5)   Amarre um fio prateado em cada borboleta para montar o móbile.


II –  Móbile - Araras

Material:  papel sulfite 90 g/m², Guache Glytter, Crystal Cola (Acrilex), cola branca, pincel, tesoura, olhos móveis e fio prateado elástico.






Modo de fazer:
a) Marmorização do papel
1)            Pinte uma folha de sulfite com Guache Glytter. Utilize a técnica das batidinhas, misturando duas cores.

 Araras
1)    Corte um quadrado com 12 cm de lado.
2)   Dobre-o diagonal e depois ao meio.
3)   Faça a dobradura do bico da arara.
4)   Dobre duas linhas para definir o corte do rabo e das asas.
5)   Corte o rabo e, em seguida, as asas.
6)   Cole os olhinhos móveis.
7)   Amarre um fio prateado em cada arara para montar o móbile.
8)   Monte o móbile utilizando quantas araras quiser. 

III – Móbile - Peixes

Material: papel sulfite 90 g/m², Tinta Nankin (Acrilex), água, olhos móveis, tesoura, cola branca e fio elástico prateado.






Modo de fazer:
a)    Marmorização do papel
1)    Molhe uma folha de papel sulfite com água. Pingue quatro ou cinco gotas de Tinta Nankin sobre ela em locais separados.
2) Mexa a folha para que a Tinta Nankin vá se espalhando e, consequentemente, marmorizando o papel. Espere secar.

b)    Peixes
1)    Corte quadrados de diferentes tamanhos nos papéis marmorizados com Tinta Nankin.
2)    Dobre os peixinhos seguindo a sequência abaixo. No último quadro, corte dos dois lados para formar o rabinho do peixe.
3)    Cole os olhos móveis.
4)    Coloque fio elástico prateado nos peixes e monte o móbile.

Conteúdos trabalhados:
- Móbiles e estábiles – Alexander Calder, artista que introduziu os móbiles no mundo das artes plásticas.
- Linhas, formas, cores, ângulos, simetria, proporção, movimentos e tri dimensão.

Técnicas trabalhadas:
- Pintura marmorizada com Big Canetas Hidrográfica – Móbile das borboletas.
- Pintura marmorizada com Guache Glytter – Móbile das araras.
- Pintura marmorizada com Tinta Nankin – Móbile dos peixes.

Encaminhamento do trabalho:
- Fale sobre os móbiles, Alexander Calder e as diferentes maneiras que ele introduziu os móbiles ao mundo.
- Converse sobre os móbiles decorativos e os móbiles artísticos, criativos.
- Fale sobre o movimento que eles produzem a partir da incidência de vento sobre os elementos do móbile.
- Listem as várias possibilidades de se fazer e apresentar um móbile.
- Proponha aos alunos que marmorizem papéis com diferentes tintas e, com eles, construam com a técnica do origami, diferentes elementos para se construir móbiles.
- Converse com os alunos e pergunte o que aprenderam com esse projeto.
- Exponha os móbiles para a escola e para os pais.

Observação - Projeto publicado no site da Acrilex - www.acrilex.com.br - link "Educadores" - Edição nº 12.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Projeto - "Mandalas"

Projeto: “Mandalas”  


       Mandala é a palavra sânscrita que significa círculo, uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino.

          Nas sociedades primitivas, o ciclo cósmico, que tinha a imagem de uma trajetória circular (circunferência), era identificado como o ano. O simbolismo da santidade e eternidade do templo aparece claramente na estrutura mandálica dos santuários de todas as épocas e civilizações. A mandala representa para o homem o seu abrigo interior onde se permite um reencontro com Deus.


          A mandala pode ser utilizada na decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para o desenvolvimento pessoal e espiritual. Acredita-se que a mandala pode restabelecer a saúde interior e exterior e que ela pode ser usada para a cura emocional, que refletirá positivamente em nosso estado físico, deixando os seres humanos com mais saúde e vigor.

          Na arte podemos ver as mandalas retratadas de várias formas, nas abóbadas das grandes catedrais européias, nos vitrais de Chartres, nas auréolas dos santos, em pratos e porcelanas chinesas e gregas, na arte indígena e rupestre. Atualmente muitos artistas pintam e desenham lindas mandalas decorativas para comporem ambientes, o objetivo é somente decorativo, não espiritual.


                 Também a astrologia utiliza a forma mandálica para diagramar o zodíaco. O diagrama astrológico contém doze setores de 30 graus cada um, onde estão colocados os signos do zodíaco e que correspondem às doze constelações de estrelas fixas, as quais conservam até hoje o mesmo nome que na Antigüidade: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário, e terminando a Mandala Astrológica por Peixes.


                     Um exemplo bem típico brasileiro de mandala, a partir da arquitetura, é a planta superior da Catedral de Brasília.

 Catedral de Brasília – Forma mandálica

Atividades: - Confeccionar mandalas utilizando diferentes bases e os mais diferentes materiais.

Objetivos:
- Proporcionar às crianças o conhecimento das mandalas desde a pré história (utilização espiritual) até os nossos dias (utilização espiritual ou decorativa).
- Trabalhar com simetria, linhas, formas, cores e texturas sobre bases circulares.

I – Mandala com Textura Criativa e Crystal Cola



Material: Textura Criativa ouro, Crystal Cola prata, Tinta Acrílica fosca preta (Acrilex),  base circular de isopor, cartolina, lápis, pincel, tesoura e espátula.

Modo de fazer – Mandala 01:
a)  Pinte a base circular de isopor com a Tinta Acrílica fosca.
b)  Corte um círculo de cartolina do tamanho da base de isopor.
c)  Dobre a cartolina ao meio, novamente ao meio e mais uma vez ao meio.
d)  Risque nas laterais formas circulares ou retas e recorte.
e) Ao abrir você terá uma “toalha vazada”. Coloque-a sobre a base de isopor pintada.
f) Espalhe com a espátula a Textura Criativa ouro preenchendo todas as formas vazadas.
g) Retire a cartolina. Espere secar.
h) Decore com a Crystal Cola prata. Cole lantejoulas, pérolas ou contas sobre o trabalho.

Modo de fazer – Mandala 02:
a) Recorte um círculo de papelão do tamanho da base circular de isopor da Mandala 01.
b)    Corte um círculo de papelão, de cor diferente, maior que o primeiro (+ ou -  1,5 cm.
c)  Cole o menor sobre o maior.
d)  Cole a cartolina que você utilizou para fazer a Mandala 01, toda “pintada” com a Textura Criativa ouro, sobre os círculos de papelão.
e)  Com Crystal Cola prata decore sua mandala. 


II –  Mandala – CD com Crystal cola



Material: CD, Crystal Cola (Acrilex), papel, tesoura e lápis.

Modo de fazer:
a)   Risque no papel ou na cartolina um círculo do tamanho do CD. Recorte.
b)   Faça desenhos simétricos para formar a mandala.
c)   Transfira com lápis para o CD.
d)  Com Crystal Cola vá preenchendo as formas, os círculos até que a mandala esteja pronta.
e)   Se quiser, complete com pérolas, lantejoulas, vidrilhos, etc.


III – Mandala em prato prateado


Material: prato plástico prateado e Crystal Cola (Acrilex).

Modo de fazer:
a)    Recorte um círculo em papel do mesmo tamanho do prato.
b)    Faça um esboço de uma mandala. Pinte.
c)    Com Crystal Cola faça a mandala sobre o prato plástico prateado.


IV – Mandalas com lápis de cor ou guache





As mandalas acima, fizeram parte de um projeto onde se uniu matemática (geometria) e arte (cor). Foi desenvolvido pela prof. Maíra Leandra Alves. em 2006, na cidade de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre no RS, na escola EMEF Apolinário Alves dos Santos, com alunos de 10 a 13 anos, os quais construíram seus próprios conceitos e definições matemáticas a partir das formas geométricas que utilizaram.

Neste trabalho procurei abordar uma Geometria menos pragmática, pois percebi que quando os alunos compreendem o que estão fazendo, o conhecimento parece ser mais saboroso, trazendo-lhes mais confiança e, consequentemente, mais ousadia no desenvolvimento das atividades. O resultado desse trabalho deu origem a um livro e a um panô montado com as mandalas criadas por eles.” – Prof. Maíra Leandra Alves.

Conteúdos trabalhados:
- História das mandalas desde seu surgimento na Pré-história até os nossos dia.
- Matemática: linhas, formas, ângulos e simetria.
- Desenho, cores, linhas, formas, proporção, composição e texturas.

Técnicas trabalhadas:
- Impressão, Pintura e Recorte e colagem – Textura Criativa sobre papelão – Ativ. 01
- Desenho com texturas sobre CD – Crystal Cola – Ativ. 02.
- Pintura e desenho com texturas sobre prato de festa – Ativ. 03
- Desenho e pintura sobre papel com lápis de cor ou guache + composição – Ativ. 04

Encaminhamento do trabalho:
- Pergunte aos seus alunos se eles conhecem ou já viram uma mandala.
- Fale sobre as mandalas da Pré-história, das abóbadas das igrejas, do mistério que envolve o assunto.
- Peça que pesquisem os diferentes tipos de mandalas que existem.
- Relembre as linhas, as formas geométricas e simetria. Proponha que as crianças construam suas próprias mandalas com diferentes materiais.
- Instigue os alunos a construírem mandalas com sementes, grãos, pedacinhos de espelho, etc.
- Exponha as mandalas para toda a escola. 
Observação: Projeto publicado no site da Acrilex - www.acrilex.com.br - link "Educadores" - Edição nº 10.

Ivete Raffa
Arte educadora e pedagoga